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África e cultura dos povos originários inspiram jazz futurista do Lavoura

Formado há 16 anos, o Lavoura é uma referência em future jazz feito no Brasil. Em breve, o grupo estreia mais duas músicas, após a série de singles iniciada em 2018.

“Ayizan” é a primeira faixa. Climática, ela traz em seu DNA o ritmo brasileiro e a psicodelia, amplificada pelos arranjos e a produção esmerada, que conferem certo tom épico à sonoridade, sem perder o groove característico. “Mãe D´Água (Bossa Explotation)”, a outra faixa, remete às pesquisas antropofágicas envolvendo música de matriz africana. É resultado de sessões de improviso que o grupo realizou entre 2017 e 2018.

A mixagem destas duas músicas é de Thiago Duar e a masterização de Arthur Joly. A capa é assinada por Paulo Pires. Formado por compositores, produtores, arranjadores, beatmakers, músicos, artistas visuais e inventores, o Lavoura faz um som cinemático, inspirado por dois conceitos: o phusion (fusion do século 21) e a psicogeografia sonora (transformar o espaço em experiências sensoriais).

Lavoura: Caleb Mascarenhas (synths, beats); Fabiano Alcântara (baixo), Fernando TRZ Falcoski (synths, piano elétrico, beats); Junião (percussão, beats); Marcelo Monteiro (sax, flauta); Thiago Duar (guitarra, beats) e Paulo Pires (bateria, drum machine, beats). E os artistas visuais: Carlos Pedreanez e Rodrigo ZoomB.

Sobre o Lavoura

Surgido em 2003, batizado em homenagem ao romance Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, no contexto da cultura do sample e da estética do arrastão, o Lavoura sempre atuou nas zonas fronteiriças da eletrônica, jazz, cultura popular, herança da África e dos povos nativos do Brasil e da América Latina. Em 2005, dois anos após ser criado como dupla e lançar a demo Raízes Aéreas (2003) e o álbum Máquinas Híbridas (2004), o grupo se estabeleceu como um quarteto e passou a soar mais orgânico, mesclando groove setentista com eletrônica e se aproximando de subgêneros como future jazz, neo bossa e broken beats.

Esta formação de quarteto durou nove anos e resultou em Kosmophonia (2008) e Nu Steps (2011). O grupo passou a ser um quinteto em Photosynthesis (2014) e um septeto na série de singles, que se iniciou com “Ametista” e “MM Moods” ( 2018) e continua com “Ayizan” e “Mãe D´Água (Bossa Explotation)”, lançadas em outubro de 2019.

As novas composições representam um avanço em relação à complexidade rítmica, harmônica e melódica. Ao fundir gêneros, estilos, territórios e ambiências, o Lavoura vai além de classificações e cria trilhas sonoras para filmes imaginários.

Africa and native peoples culture culture inspire Lavoura’s futuristic jazz

Formed 16 years ago, Lavoura is a reference in future jazz made in Brazil. On 28/10, the group debuted two more songs, after a series of singles started in 2018. “Ayizan” is the first single. Climatic, the track brings in its DNA the Brazilian rhythm and the psychedelia, amplified by the arrangements and the accurate production, that confer a certain epic tone to the sonority, without losing the characteristic groove.

The other single, “Bossa Exploitation”, refers to the anthropophagic research involving African music. It is the result of impromptu sessions that the group held between 2017 and 2018.

Integrated by composers, producers, arrangers, beatmakers, musicians, visual artists and inventors, Lavoura makes a cinematic sound, referenced by the rhythm science and inspired by the concepts of phusion (fusion of the 21st century) and psychogeography, transform spaces in sensory experiences).

Caleb Mascarenhas (synths, beats); Fabiano Alcântara (bass), Fernando TRZ Falcoski (synths, electric piano, beats); Junião (percussion, beats); Marcelo Monteiro (sax, flute); Thiago Duar (guitar, beats) and Paulo Pires (drums, drum machine, beats). And visual artists Carlos Pedreanez and Rodrigo ZoomB.

About Lavoura

Created in 2003, named after the novel Lavoura Arcaica by Raduan Nassar, in the context of sample culture and the aesthetics of arrastão, Lavoura has always worked in the frontier areas of electronics, jazz, popular culture, indigenous and African heritage. Years after being created as a duo and releasing the demo Raízes Aéreas (2005) and the album Máquinas Híbridas (2007), the group established itself as a quartet and started to sound more organic, mixing 1970′s groove with electronics and approaching of subgenres such as soulful jazz, nu jazz, broken beats and future jazz.

This quartet lineup lasted nine years and resulted in Kosmophonia (2008) and Nu Steps (2011). The group went on to become a quintet in Photosynthesis (2014) and a septet in the singles series, which began with “Ametista” and “MM Moods” (2018) and continues with “Ayizan” and “Mãe D’Água Bossaexploitation” (2019). The new compositions represent a breakthrough in relation to the rhythmic, harmonic and melodic complexity. By blending genres, styles, territories and ambiences, Lavoura goes beyond rankings and creates soundtracks for imaginary movies.

 

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