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Lavoura se une a SIWO, talento vibrante do afrofuturismo: ‘Já é o futuro’

Cantor, compositor, produtor e beat maker, SIWO é um dos nomes que está ajudando a criar uma nova imagem da África. De Moçambique, radicado em Barcelona, ele é uma expressão vibrante do afrofuturismo.

Em Get Low, single em parceria inédita com o coletivo brasileiro Lavoura, eles apontam para uma fusão entre elementos da cultura brasileira e afro-latina, hibridizando com a vertente eletrônica do broken beats e nu jazz, e da nova música eletrônica africana, uma conexão global da diáspora. A faixa sai no dia 21/5, pela PIPA Music.

SIWO conheceu o produtor, compositor, multi-instrumentista e fundador do Lavoura TRZ em Barcelona. Na ocasião, TRZ estava em turnê com Liniker e Os Caramelows. A conexão foi imediata e rendeu uma jam session.

YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=cDaQK4UXZ7U

Spotify
https://open.spotify.com/album/3yrXpRnzaHlms73neNF6rU?si=ePmC6sxPQfGDiDYCzY1heA

Link para o download dos steams de Get Low:
https://drive.google.com/file/d/1uYz_ZzgcHKR-cAofmnkNeXmqvZXEQqm5/view?usp=sharing

A promessa do reencontro agora se cumpre. A faixa foi gravada durante a pandemia, cada um em seu home studio, e prova que, mesmo no isolamento dos músicos, a sua expressão está mais viva do que nunca.

A arte da capa é do músico, artista plástico, chargista e cartunista Antônio Junião.

Get Low, arte da capa por Junião

Get Low, arte da capa por Junião

Leia entrevista com SIWO, que respondeu enquanto fazia uma viagem ao Benin.

Qual mensagem quis transmitir com Get Low?
SIWO - Get Low é inspirada nesta situação que estamos vivendo, a pandemia. A necessidade de automotivar-se, mesmo que este momento seja complicado e também esta parte humana de compartilhar emoções, experiências e conhecimento. Seja fisicamente ou virtualmente e também querer ver os nossos amigos felizes, não ter medo de dar, mas dar sem esperar nada em troca.

De que maneira os artistas africanos contemporâneos estão quebrando a visão estereotipada sobre o continente?
SIWO - O que está acontecendo é que a internet, felizmente,está sendo uma chave que realmente veja o que está acontecendo no continente africano e isso está permitindo que o mundo tenha uma visão diferente e positiva sobre os criadores africanos. E a arte é a chave para quebrar essas barreiras. A África tem muita força quando se trata de expressão artística.

Concorda que o futuro da África moldará o futuro do planeta? Como acha que será esse futuro?
SIWO - A África é a base e o sustento para o mundo. É o continente mais rico. e com isso tudo já é o futuro, porque o mundo necessita da áfrica para sobreviver. O que está acontecendo neste momento o continente está buscando maneiras de ter um tipo de trade econômico justo. O afrofuturismo é a implementação da tecnologia para o desenvolvimento e livre acesso em África e também serve como expressão artística usando tecnologia para criação artística, tanto na pintura fotografia, arquitetura. O afrofuturismo é muito importante porque também é uma herança ancestral, o que acontece é que está tendo mais força, difusão e despertando muito interesse agora.

E é importante realçar que a visão do afrofuturismo na África não é a mesma comparada com as dos afro-americanos. Nos EUA tem a figura do Sun Ra que é fundamental, mas não é a visão do continente. É muito importante diferenciar. Na África, a cryptocurrency está tendo bastante força e a estrutura tecnológica também.

Existem artistas brasileiros que sejam influência para você?
SIWO - O Brasil já é um país com uma força cultural (artística) bastante importante e sempre estive ligado porque admiro bastante. Adoro Chico Science (Nação Zumbi). Tropicália, todo esse movimento do tropicalismo, acho que foi nos anos 1960. Tim Maia, Planet Hemp, Elis Regina, João Gilberto, Mestre Bimba, Rincon Sapiência, Mr. Catra.

 

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