Discografia

NU STEPS (2011)

Em seu terceiro álbum oficial “Nu Steps”, o grupo partiu de jams sessions e criações coletivas para avançar em organicidade e levar suas pesquisas de mestiçagem entre cultura eletrônica, jazz e música brasileira a um patamar unificado, onde todas estas influências se fundem numa atmosfera cinemática.
Como forma de contraponto a “Kosmophonia”, trabalho anterior, em que o conceito vinha da ficção científica e do espaço, neste, o grupo se inspira em sons e imagens do mundo, de gente, cidades, máquinas, ruídos da metrópole e paisagens da natureza, criando psicogeografias sonoras e territórios fundidos, matas de concreto, campos de guerra e campos de flores”.
Gravado e mixado por Pipo Pegoraro no estúdio Querosene, na Lapa, o trabalho traz referências de jazz modal, broken beats, dubstep, blaxplotation e do rock psicodélico. A atuação de Pipo, promissor artista solo e figura chave no movimento paulistano de música livre, foi primordial para conferir a atmosfera cinemática e a alta temperatura das faixas que compõe o trabalho.
O disco traz também a participação especial do saxofonista e flautista Marcelo Monteiro, em “Highlights” e “Obliquities”, Fábio D’ Elia que solta sua voz em “Invade Your Soul”, e Pipo Pegoraro que acrescenta overdubs místicos da guitarra.
“Nu Steps”, segundo o tecladista e produtor Fernando TRZ, ” é fruto da experimentação sonora coletiva e da liberdade no precesso de composição, traz influências estéticas de outras linguagens da arte como o cinema, artes plásticas, literatura, arquitetura e design, linguagens de formação dos integrantes da banda”.


KOSMOPHONIA (2008)

“Kosmophonia”, segundo álbum do grupo, avança em organicidade, e se aproxima da experiência do ao vivo com grooves setentistas sólidos na cama de baixo e bateria e uma parede psicodélica de sintetizadores, guitarras e pianos elétricos.
Entre as referências do trabalho estão a arquitetura e as paisagens dascidades do interior e das metrópoles, a aproximação entre a linguagem da cultura popular e a cultura do remix – em ambas a noção de autoria se dissolve, manifestações ancestrais já tinham o seu Creative Commons -, a experiência do palco e das viagens da banda. Percebe-se nesse disco que o uso de samples em profusão - recorrente no trabalho anterior “Máquinas Híbridas” - dá lugar para harmonias minimalistas e uma pegada mais jazzy e sintética.
O resultado é uma musicalidade apurada, que pode ser curtida por humanos e robôs, no sofá da sua casa ou em pistas de dança desta ou de outras galáxias.

 

MÁQUINAS HÍBRIDAS (2005)

Primeiro álbum oficial da banda,“Máquinas Híbridas” é resultado co-autoral do trabalho com remixes e recriações musicais a partir de samples do portal ccmixter.org , portal da Creative Commons voltado para músicos, DJs e produtores.
Em 2005 a banda entrou em imersão absoluta na internet para procurar maneiras alternativas de pesquisar, produzir, criar e publicar suas músicas, e esse álbum é resultado desse garimpo musical cibernético.
O disco passeia por diversas vertentes da eletrônica como o trip hop, o drum n bass, o dub e o deep house e conta com parcerias inusitadas de músicos, DJs e produtores de diversos países, que participaram do disco através de ferramentas colaborativas oferecidas pelo site ccmixter.org.

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