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Release

Lavoura avança no território do nu jazz brasileiro em seu novo álbum Photosynthesis

FOTOMONTAGEM-PHOTOSYNTHESIS

Em Photosynthesis, quarto disco de estúdio, o grupo traz a combustão de todas essas referências sob o prisma do faça você mesmo do século 21. O álbum é o quarto do grupo em dez anos de carreira e também dá nome ao espetáculo que relaciona arte contemporânea e tecnologia, e traz cenário com video mapping criados por artistas visuais convidados.

No caldeirão estético do quarteto, entram referências da cultura eletrônica, ao lado da herança negra – rural e urbana -, da música tribal e indígena e das latinidades. Utilizando linguagens contemporâneas e da cultura popular, o grupo traz a combustão de todas essas referências sob o prisma do “faça você mesmo” do século 21.
O álbum de sete músicas foi produzido pelo quarteto, formado por Paulo Pires (bateria, programações), Fernando “TRZ” Falcoski (piano elétrico, teclado, synths), Caleb Mascarenhas (synths, programações) e Fabiano Alcântara (baixo).
O disco, que terá sua prensagem em vinil custeada por meio de crowdfunding (financiamento coletivo), foi mixado pelo músico e produtor Pipo Pegoraro e conta com participação de Thiago Duar (guitarra), Caetano Malta (guitarra), MarceloMonteiro (flauta), Anderson Quevedo (sax barítono) e Junião (percussão).
“A ideia de fazer uma campanha de financiamento tem tudo a ver com o momento em que vivemos e o momento que passa a música independente. É uma maneira de reinventar a produção fonográfica, em que o artista assume todas as rédeas do seu trabalho, não deixando na mão de intermediários, e ainda se aproxima muito mais do seu público, criando uma relação direta”, afirma Fernando TRZ, tecladista do Lavoura.

CAPA-PHOTOSYNTHESISFaixa a faixa
As faixas de Photosynthesis foram compostas em um período de dois anos, sendo que a mais antiga é a faixa homônima ao disco, um broken beat ambient que evolui para um deep house progressivo.  Ela abre o disco.
As demais músicas surgiram em jam sessions entre 2012 e 2013.
“Viva Bertrami!”, música de maior brasilidade do disco, é uma homenagem ao tecladista José Roberto Bertrami (1946-2012), do trio Azymuth. “Abhay” é um dub que parte em direção à música oriental, com manadas de elefantes emergindo do sax de Anderson Quevedo. “La Momposina”, uma cúmbia digital com escala no Pará, com a guitarrada de Caetano Malta e a percussão cheia de balanço de Junião.
“Malakita” é um downtempo com pegada eletrojazz, mas com um chorus de improviso que remete ao blaxploitation, com as flautas de Monteiro dando contraponto às batidas sintéticas. “Camaragibe”, por fim, é uma faixa setentista old school, em que Thiago Duar faz uma participação, deixando a faixa ainda mais ácida. A música faz uma ponte com o primeiro embrião do Lavoura, um grupo dedicada a versões em que o groove mandava, o Muzikalikida.